Dia Mundial da Asma reforça a importância da prevenção, diagnóstico precoce e adesão ao tratamento

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Por: Giulia Morais - estagiária em supervisão
30 de abr de 2026

Celebrado em 5 de maio, o Dia Mundial da Asma tem como objetivo ampliar a conscientização sobre a prevenção, o acesso aos tratamentos e o controle da doença, que afeta mais de 260 milhões de pessoas no mundo e cerca de 20 milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde

Celebrado em 5 de maio, o Dia Mundial da Asma tem como objetivo ampliar a conscientização sobre a prevenção, o acesso aos tratamentos e o controle da doença, que afeta mais de 260 milhões de pessoas no mundo e cerca de 20 milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde. A data também mobiliza profissionais e instituições de saúde a promover informação de qualidade e incentivar o cuidado contínuo.

De acordo com o médico pediatra e alergista Eli Roberto Garcia Filho, cooperado da Unimed Bauru, o diagnóstico precoce é fundamental para garantir qualidade de vida. “Identificar a doença nas fases iniciais permite evitar a progressão para quadros mais graves. Com acompanhamento adequado e uso correto das medicações, o paciente pode manter uma rotina sem limitações”, destaca.

Conhecida popularmente como “bronquite asmática” ou “bronquite alérgica”, a asma é uma doença crônica que atinge os pulmões e se caracteriza pela inflamação persistente dos brônquios, estruturas responsáveis por conduzir o ar até os pulmões. Esse processo inflamatório provoca o estreitamento das vias aéreas, dificultando a respiração em diferentes graus.

Entre os principais sintomas estão tosse persistente (especialmente à noite ou ao acordar), chiado no peito, falta de ar durante atividades físicas ou em repouso, sensação de aperto no peito e, em casos mais graves, episódios de apneia.

A doença pode ser desencadeada por fatores alérgicos e agravada por condições ambientais e ocupacionais, como poluição do ar, exposição à fumaça de cigarro, poeira doméstica, pelos de animais, queima de biomassa (papel, carvão), substâncias irritantes no ambiente de trabalho e infecções respiratórias virais. Além disso, fatores genéticos e histórico familiar também podem influenciar no desenvolvimento da asma.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é realizado por meio de uma combinação de avaliações clínicas e exames, como análise do histórico médico do paciente, exame físico (com identificação de chiados pulmonares), exames de sangue para detecção de alergias (IgE específica) e a espirometria, que avalia a função pulmonar. A asma pode ser classificada como intermitente ou persistente, esta última subdividida em leve, moderada e grave, o que orienta a escolha do tratamento mais adequado.

O tratamento da asma é dividido em duas frentes: o controle da inflamação (prevenção) e o alívio das crises (resgate). Entre as principais opções estão os corticoides inalatórios, que reduzem a inflamação das vias aéreas; os broncodilatadores de longa ação, que mantêm os brônquios abertos por mais tempo; os broncodilatadores de curta ação, utilizados em crises; além de antileucotrienos, imunoterapia (vacinas de alergia) e medicamentos biológicos para casos mais graves e estratégias combinadas, como o uso de uma única bombinha para controle e alívio.

Apesar dos avanços terapêuticos, ainda existem desafios importantes no controle da doença, como a baixa adesão ao tratamento, o uso incorreto dos dispositivos inalatórios e a dificuldade de muitos pacientes em reconhecer a gravidade dos sintomas.

Na foto, o médico Eli Roberto Garcia Filho, pediatra e alergista