Unimed Bauru realiza palestras sobre prevenção ao suicídio no setembro amarelo

Por: Giulia Morais - estagiária em supervisão
1 de out de 2026

Com o objetivo de conscientizar sobre a saúde emocional e combater os estigmas que envolvem o sofrimento psíquico, a Unimed Bauru promoveu a palestra “Setembro Amarelo - Mês de Prevenção ao Suicídio”. As atividades ocorreram entre os dias 17 e 22 de setembro nos auditórios do Centro Diagnóstico Unimed (CDU) e da Sede Administrativa da cooperativa, reunindo colaboradores para debater a importância do acolhimento e da escuta ativa.

Os encontros foram conduzidos por Giovana Ortiz de Camargo Pauloto, enfermeira especialista em psiquiatria do setor de Saúde Ocupacional do Hospital Unimed Bauru. Durante as apresentações, a profissional abordou temas centrais para o bem-estar coletivo, incluindo a identificação precoce de fatores de risco, o reconhecimento de sinais de alerta e o estímulo ao diálogo aberto tanto no ambiente corporativo quanto familiar.

A iniciativa responde a um cenário global e nacional que demanda atenção contínua das instituições de saúde. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), ocorrem cerca de 727 mil suicídios por ano no mundo, sendo 80% deles registrados em países de baixa e média renda. No Brasil, o índice atinge aproximadamente 14 mil casos anuais, o que representa uma média de 38 mortes diárias, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde.

Diante desses indicadores, Giovana ressaltou que a empatia e a atenção ao próximo desempenham um papel crucial na prevenção. Segundo a especialista, praticar a empatia consiste em exercitar uma escuta atenta, notar mudanças e demonstrar interesse genuíno pelo colega de trabalho ou familiar que possa estar enfrentando momentos difíceis. “Empatia não é se colocar no problema do outro. É escutar com cuidado e respeito as dores do outro”, explica a enfermeira.

Ela destacou que o isolamento social, desesperança e tristeza profunda são comportamentos que, se identificados, demandam acolhimento imediato.

A enfermeira também aproveitou a oportunidade para esclarecer a distinção técnica entre estados emocionais temporários e patologias. Segundo a palestrante, a depressão caracteriza-se por um sofrimento persistente que passa a interferir diretamente em diversos âmbitos da rotina do indivíduo e enfatiza que estar triste de forma pontual não deve ser confundido com um quadro depressivo. Giovana concluiu explicando que abrir espaço para que o sofrimento seja expresso por meio da conversa é uma das ferramentas mais eficazes para salvar vidas.